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13 fevereiro, 2010

Ser aluno online? Reflexão ao Mestrado Pedagogia do eLearning



Ser aluno online? Boa questão!

Mais importante ainda: Como transitar do papel de professor para o papel de aluno online? Concretizar esta transição vai ser fundamental na minha aprendizagem e evolução como profissional.

Uma experiência apenas possível graças ao Mestrado "Pedagogia do eLearning" da Universidade Aberta, que iniciei este ano. Um currículo muito apelativo, professores conceituados na área  e a vertente totalmente online, fizeram-me escolher este mestrado, em vez de ir estudar para outros países europeus. Com esta escolha, é-me possível continuar a desempenhar as minhas tarefas profissionais em Portugal e desenvolver competências na área do elearning.

O Mestrado começou no início do mês de Fevereiro, com o  Módulo de Ambientação, estratégia educativa incluída no Modelo Pedagógico da Universidade Aberta.

O curso desenvolve-se completamente online, suportado pela plataforma Moodle (http://www.moodle.univ-ab.pt/moodle), e baseia-se nos seguintes elementos:

  1. Implementação do  modelo de comunidade de aprendizagem online, minimizando a instrução através de e-conteúdos e reforçando o trabalho colaborativo entre os alunos.
  2. Privilegia-se a comunicação assíncrona, através de fóruns, para a gestão de informação entre participantes, possibilitando maior flexibilidade para os tempos de aprendizagem.
  3. O aluno é responsável pela sua evolução através de um Contrato de aprendizagem.
  4. A comunicação síncrona e reuniões  realizam-se no Second Life, permitindo uma maior interacção e um ambiente imersivo para o desenvolvimento das relações inter-pessoais entre os participantes.
  5. O espaço individual para apresentação de trabalhos desenvolve-se através dos blogs pessoais dos alunos.
São excelentes estratégias de ensino à distância online que permitem a interacção dinâmica entre os participantes, maior autonomia e flexibilidade na aprendizagem e o domínio das TIC em contexto educativo.

Este primeiro contacto tem sido muito enriquecedor porque tenho a oportunidade de desenvolver competências já adquiridas, mas agora na perspectiva do aluno. Também poderei aprender novas abordagens de ensino que desejo desenvolver ao longo da minha actividade profissional. Também terei o prazer de conhecer novas pessoas, alargar a minha rede de contactos profissionais e aprender com profissionais experientes na área do elearning. São só vantagens!

Espero que a motivação se mantenha, tendo em conta que vão ser 3 anos exigentes mas muito valiosos para o meu futuro.

Irei publicar novas reflexões sobre esta experiência e partilhar o conhecimento que for adquirindo através das várias disciplinas que constituem este Mestrado.

Espero que sejam posts do vosso agrado e interesse.
Tudo sempre em High-Definition elearning!


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20 janeiro, 2010

Chave para o sucesso: Formação ou Apoio Técnico 24/7?



Portugal tem evoluído muito na integração das TIC nas escolas e implementação do elearning nas universidades. No entanto uma coisa é o esforço em integrar e implementar, outra são os resultados escolares e académicos que beneficiam desse esforço. Não é fácil quantificar o impacto das TIC e estratégias em elearning nos resultados obtidos por alunos/formandos. Existem muitos estudos que já nos permitem ter uma noção desse impacto. Mas a análise desses estudos está reservada para outros posts.

O que me interessa reflectir neste momento é a importância de dois factores que promovem a inovação (ou renovação) das metodologias de ensino com o apoio das TIC: a formação e o apoio técnico na hora.

Podem parecer, à primeira vista, integrados um no outro, mas na realidade nem sempre isso se verifica. São muitos os exemplos, principalmente nas escolas do ensino público, em que a formação de professores não é reforçada por um apoio técnico regular e preciso. Quando trabalhei para uma comunidade online de professores - O Ciência na Escola - fui confrontado muitas vezes com a angústia de professores que queriam inovar metodologias de ensino com as TIC, mas que queixavam-se com a falta de apoio técnico na hora para consolidarem a sua aprendizagem, após realizarem sessões de formação. 


Fiquei sempre muito intrigado com estes comentários, muito frequentes quando realizava workshops em escolas. Os professores acreditavam e valorizavam a formação, mas continuavam a sentir-se limitados por falta de tempo e pela inexperiência com as novas ferramentas.

Aproveitando este cenário, gostaria de apresentar um vídeo muito interessante que retrata as opiniões de professores australianos sobre as principais necessidades e entraves quando confrontados com a integração das TIC nos seus currículos.  


"ICT in the Classroom - Integration and teacher training" - E-learning Research

 

Confrontado com os testemunhos deste professores, passei valorizar muito mais a importância do apoio técnico na hora. Isto é, o papel fundamental de um serviço de apoio aos professores onde podem rapidamente expor as suas dúvidas e serem aconselhados por profissionais para a resolução das mesmas, e até na co-produção de conteúdos educativos. Um serviço cujos materiais de apoio são um prolongamento à formação presencial ou online, mas mais eficaz, informativo e útil para o professor em apuros. 

Com o trabalho desenvolvido no Laboratório de e.Learning da FCT-UNL, tive a oportunidade de disponibilizar este tipo de serviço, no formato helpdesk. Os professores, quando têm dúvidas sobre determinada aplicação ou necessitam de soluções para uma estratégia que pretendam implementar, contactam o Lab. e obtêm o apoio técnico necessário.

Mas neste contexto havia um downside, porque das várias sessões de formação que o Lab. desenvolveu, a participação dos docentes da FCT foi muito baixa, ao contrário do que se verifica com os professores do ensino público. Se por um lado o apoio técnico permitia aos docentes universitários resolverem suas dúvidas, por outro lado, estes mesmos docentes apresentavam enormes dificuldades em inovar metodologias por falta de formação na utilização das TIC. Por sua vez, os professores do ensino básico, apresentavam grande ímpeto da inovação das metodologias, mas não tinham um serviço de apoio que permitisse implementá-las eficazmente. 

Nesta contradição de realidades, tento encontrar a chave que permita o sucesso na implementação de uma estratégia em elearning: Formação ou apoio técnico? Como oferecer ambas? Serão as próprias TIC resposta a esta questão? Será esta a realidade nas universidades e escolas?

Acima de tudo, qual o melhor modelo que permita uma formação relevante e um apoio técnico eficaz para estes ecossistemas educativos, sabendo de antemão, das características específicas de cada um?   

Gostaria de receber comentários e ideias sobre este assunto! Dê a sua opinião e divulgue a quem possa contribuir com dados ou ideias. 

Por fim, apenas gostaria de partilhar a origem do vídeo, que corresponde ao primeiro episódio do vodcast "E-learning Research" disponível no iTunes Store e também disponível no canal youtube CoCoResearchCentre.