14 outubro, 2011

A importância das Listas do Twitter para gestão de informação...e alguns Gurus do eLearning!

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Na sequência das actividades da disciplina Ambientes Virtuais de Aprendizagem, foi proposta criação de uma rede de aprendizagem constituída por utilizadores do Twitter. Essa rede de contactos deveria ser estruturada através de uma lista (list), funcionalidade muito útil para gestão da informação existente no Twitter.
Com este desafio em mente, tomei a iniciativa de ir pouco mais além do que simplesmente criar uma lista. Decidi que, para além de criar uma lista pessoal de "gurus" do elearning, ia criar uma vídeo onde explicava aos colegas a importância das listas para a gestão da informação (mais uma vez relembro-me da analogia de Tom Barret, que compara o Twitter a um rio), a qual tinha realçada por eles como um dos principais desafios na utilização do Twitter.
O seguinte vídeo é o resultado dessa ideia:


Como poderão ter observado, a listas no Twitter são, de facto, uma importante ajuda, desde que devidamente organizadas e geridas por outros serviços, tais como o HootSuite


Tendo anteriormente criado listas de utilizadores relacionados com vários temas (http://twitter.com/#!/hugodom/lists), foi complicado criar uma nova lista de profissionais relacionados com o eLearning:

09 outubro, 2011

Olhó o Passarinho….Azul de 140 caracteres?

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Sempre fui um curioso por novas tecnologias. Não porque queira experimentar tudo por lazer, mas porque gosto de descobrir a ferramenta certa para determinados trabalhos e projectos que tenho em mente.
Numa altura que os blogues ainda eram as principais plataformas de partilha de informação, (antes do boom das redes sociais) a única forma de compilar e gerir diferentes fontes de informação era a utilização de um agregador de feeds RSS. Utilizei vários para seguir os meus blogues favoritos e foi através da consulta diária dessas notícias, que fui surpreendido por um nome muito estranho que dominava a blogosfera: Twitter…

Twitter? O que é isso? Um serviço de Micro-blogging em que se pode apenas escrever 140 caracteres de cada vez? Hummm….estranho! Que passarinho azul raro é este? 



Vesti o meu colete de David Attenbrorogh e decidi investigar esta ave rara que cativava a atenção de toda a blogosfera. Comecei por consultar e compilar vários artigos sobre esta espécie rara através do Diigo, onde criei uma lista de hyperlinks específica ao Twitter: http://www.diigo.com/list/hugodomingos/twitter 


Desses primeiros artigos, um cativou a minha atenção:
"Twitter – A Teaching and Learning Tool" (http://tbarrett.edublogs.org/2008/03/29/twitter-a-teaching-and-learning-tool/). Recomendo a leitura deste artigo de Tom Barret (@tombarrett) a todos os iniciados e curiosos pelo Twitter. A forma como explica o funcionamento deste serviço e as suas potencialidades para a Educação, tornam-o uma referência sobre o tema.


E assim comecei a compreender a anatomia do passarinho azul: Uma plataforma de micro-blogging que permite a interacção directa com outros utilizadores. Basicamente, é um serviço de publicação de informação (à semelhança de um blogue) só que limitado a 140 caracteres. 
Mas o que se pode fazer com 140 caracteres? Parece ser bastante redutor, mas na verdade, até tem muitas vantagens: permite sermos directos e concisos nas mensagens que enviamos (tweets), publicar blogposts e outros recursos disponíveis na web (youtube, slideshare, etc…), re-divulgar links de outros users (retweet) e comentar mensagens de outros utilizadores (através de reply). Mas o mais interessante é que seguimos pessoas reais e não só blogs. Há um carácter pessoal na forma como as pessoas publicavam mensagens, que diferencia este serviço de outros, nomeadamente dos blogs.



20 junho, 2011

A Identidade Virtual e a Autenticidade e Transparência no Ciberespaço.

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Com o surgimento de um ciberespaço dinâmico onde milhões de pessoas partilham informação, desenvolvem relações pessoais e criam os seus próprios espaços de expressão individual, é relevante reflectir sobre estas acções. Numa época em que à distância de um clique acedemos a informação que pretendemos, cabe-nos ter uma consciência sobre o que tomamos por garantido nesse ciberespaço.
Será a informação realmente autêntica? Serão as pessoas e identidades autênticas? Como analisar essa autenticidade? Pela sua transparência ou autenticidade? E como decifrar comportamentos?
São muitas as questões que surgem quando nos desafiamos a pensar sobre a "Verdade na Web". Irei, neste post, reflectir sobre alguns destes aspectos, nomeadamente sobre a identidade, a autenticidade e transparência. 

No Mundo real existe um representação inequívoca do Eu, pois o nosso corpo fornece uma materialização da nossa personalidade e identidade. A norma é: um corpo, uma identidade. Está ali uma pessoa. Embora essa identidade possa ser mutável e complexa durante os anos, a nossa personalidade e sentimentos estão expressos no nosso corpo. No ciberespaço é diferente, pois a nossa identidade é representada por informação, e não por matéria física. A informação espalha-se e é difundida. Os habitantes desse ciberespaço são difusos, livres do seu corpo. Criam uma identidade digital - persona - que se enquadra num contexto, ou vários, existentes no ciberespaço. Seja uma comunidade de jogadores online, uma rede social, uma comunidade de aprendizagem ou até um fórum online, poderemos encontrar as mais variadas personas. Inclusive, uma pessoa pode ter várias representações de si própria no ciberespaço, personificados em alter-egos da sua personalidade. 

Se a identidade é a representação de quem somos, isto é, aquilo que nos define como seres humanos, mais propriamente como pessoas; também é o que nós vemos, o que pensamos e o que os outros vêem em nós. Mas isso não a torna sempre autêntica, pois podemos manipular o que os outros vêem em nós e o que nós queremos ver em nós mesmos. Podemos desde já perceber que o conceito de identidade pessoal é bastante complexo. Há várias abordagens na forma como as pessoas se representam no ciberespaço, ora adoptando uma abordagem autêntica do seu Eu ou personificando um alter-ego, uma representação imaginária de si próprio. Estas diferentes abordagens são visíveis em todo o ciberespaço, mas existe uma comunidade em concreto, em que a criação de uma identidade digital ganhou mais destaque: Second Life.

Exemplos de diferentes abordagens na criação de um identidade digital, neste mundo virtual em concreto identificadas como avatares, poderão ser observadas no seguinte vídeo, trailer do documentário de 2011 "Life 2.0".






16 maio, 2011

Cibercultura do Séc.XXI - Uma reflexão...

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A conceptualização de Cibercultura, descrita no livro "Cibercultura" de P.Lévy, é um manifesto, ele próprio um artefacto cultural, que "retrata as implicações culturais do desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação de suporte digital". O ênfase centra-se na atitude geral da civilização moderna face ao progresso dessas tecnologias, a virtualização/digitalização da informação e na sua influência sobre os aspectos sociais e culturais da civilização.
Ao retratar a Cibercultura como um "conjunto das técnicas (materiais e intelectuais), as práticas, as atitudes, as maneiras de pensar e os valores que se desenvolvem conjuntamente com o crescimento do ciberespaço" (p.17), Lévy reforça a distinção deste novo paradigma cultural altamente influenciado pela Internet (meio tecnológico), pela digitalização da informação (novos formatos de partilha de informação) e na forma como as pessoas se apropriaram desses artefactos para desenvolverem novas formas de interacção e expressão individual, seja de forma criativa, informativa, pedagógica ou lúdica. 
Todas as facetas da cultura moderna ou foram transformadas ou adaptadas por esta revolução tecnológica. Mas mais relevante foi o surgimento de novas formas de expressão cultural que nunca antes teriam sido possíveis, ou manifestadas com tanta intensidade como agora. A cibercultura é uma nova “ecologia do conhecimento”, onde a virtualização funciona como uma extensão do potencial humano. O virtual não substitui o real, complementa-o, dando-lhe uma nova dimensão que se traduz na possibilidade de conseguir interligar todas as pessoas de forma multidireccional (comunicação de todos para todos), cujo único mediador é o computador. O computador cujo "centro está em toda a parte e cuja circunferência não existe, um computador hipertextual, vivo, pululante, inacabado: o próprio ciberespaço". (p.47)