05 novembro, 2011

Os primeiros passos em e-Research!

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Iniciei recentemente num dos maiores desafios académicos que fui alguma vez confrontado: aprender a realizar Investigação em contexto online (e-Research). Nunca realizei investigação "à séria" (apenas produzi alguns artigos como estudo) e por isso sinto-me um pouco nervoso, pois não tenho sólidos conceitos e metodologias sobre esta matéria. Mas como gosto de desafios e quero desenvolver competências nesta área, pois pretendo realizar investigação no futuro, em paralelo com a produção de conteúdos (a minha zona de conforto), acredito que a disciplina Metodologia de Investigação em Contexto Online, administrada pela Prof.ª Dr.ª Alda Pereira, será uma experiência de aprendizagem muito enriquecedora.


Com o início da disciplina, fui confrontado com o processo de investigação.
Que etapas envolvem este processo, que métodos a utilizar e como analisar criticamente relatórios de investigação?
Antes de responder a estas questões, tive que ganhar uma noção mais consistente sobre o que realmente é a Investigação em contexto online. Ao estudar a bibliografia recomendada, desenvolvi a seguinte ideia:
A investigação e um estudo detalhado de um caso com intuito de descobrir nova informação ou alcançar uma compreensão sobre o mesmo. A função da investigação "não é necessariamente mapear e conquistar o mundo, mas sim sofisticar a sua contemplação". (Stake, p.58)
Os diversos modelos de investigação podem dividir-se, de um modo geral, em investigação qualitativa, quantitativa e mista; o primeiro paradigma baseia-se na recolha de dados qualitativos, ou seja, rico em pormenores descritivos relativos a locais, pessoas e conversas, sendo os seus resultados apresentados sob a forma de relatório narrativo com descrições contextuais. O segundo paradigma baseia-se na recolha de dados quantitativos (ex: questionários de resposta fechada), sendo as suas conclusões normalmente apresentadas sob a forma de relatórios estatísticos. Quanto à investigação mista, envolve ambos os paradigmas, qualitativo e quantitativo, e pode ser mais ou menos influenciada por cada um deles.
Mas o que define a qualidade de uma investigação? Embora existam diferenças entre a investigação qualitativa e a quantitativa, a qualidade é um denominador comum. Existem características importantes a considerar (Anderson, Kanuka, p.3):
  • A investigação deve ser relevante, pois relata problemas de interesse para o investigador, a comunidade e outros públicos interessados.
  • É focada em encontrar soluções para um problema , mas acaba por despertar novas discussões e pesquisas.
  • É sistémica e devidamente estruturada.
  • É transparente permitindo aos leitores uma clara compreensão do caso.
  • Deve ser disponibilizada ao público para que possa ser um artefacto de estudo para outros.
Mas como desenvolver investigação de qualidade em contexto online? Sendo a Internet um medium tão importante para disseminação de informação, é óbvio que há uma mudança na forma como a investigação se desenvolve. Um investigador "necessita de adquirir uma atitude crítica perante ferramentas tecnológicas e a vontade de observar o mundo através de novas lentes tecnológicas e comunicacionais." (Anderson, Kanuka, p.1).

30 outubro, 2011

Twittar para Aprender - Reflexão Final para AVA

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Ao longo das últimas 4 semanas dedicada ao módulo de aprendizagem sobre o Twitter, da disciplina AVA, fui confrontado com o desafio de reflectir sobre o Twitter como uma ferramenta de aprendizagem tão efectiva. Não direi que é a ferramenta absoluta para a Educação mas, devido às suas características, o Twitter pode ser um componente importante de uma infra-estrutura tecno-pedagógica que gostaria de explorar no futuro.
Embora já seja um utilizador experiente, estas quatro semanas de aprendizagem colaborativa confirmaram a minha ideia sobre esta ferramenta/serviço web: O Twitter é um Ambiente Virtual de Aprendizagem muito versátil e eficaz, nomeadamente para a partilha de informação dentro de uma comunidade de aprendizagem
Mas como comprovar esta ideia?
Passo a apresentar alguns dos argumentos que reforçam esta ideia:
  • Facilidade de utilização e Interoperabilidade:
Devido à sua natureza minimalista (a começar pelos 140 caracteres disponível por tweet), o Twitter tem uma curva de aprendizagem muito rápida. Quem começa a utilizar, compreende rapidamente o seu funcionamento passado alguns dias. Publicar um tweet é tão fácil como escrever uma frases com 140 caracteres ou carregar num botão "Tweet this", disponível em qualquer página web. Este procedimento simplista de publicação de informação é um dos aspectos-chave do sucesso do Twitter. Os utilizadores (pelo menos aqueles que já têm o hábito de partilhar informação) descobrem no Twitter um canal de publicação de informação muito eficaz.
Para além da sua facilidade de utilização, o Twitter tem outra grande vantagem que permite a sua rápida adopção como ferramenta de aprendizagem: a sua interoperabilidade. Sendo um serviço online, funciona através de qualquer browser e sistema operativo. Sendo um sistema aberto, permite o desenvolvimento de softwares e webwares para a sua gestão, permitindo ao utilizador qual melhor se adapta às suas necessidades. Por ser simplista, o seu funcionamento é tão eficaz num computador, como num dispositivo móvel, permitindo a sua utilização "anywhere, anytime".
O próprio Tim O´Reilly reforça estes aspectos como argumentos para justificar a sua "adoração" pelo Twitter num artigo muito interessante: http://radar.oreilly.com/2008/11/why-i-like-twitter.html

  • Mecanismos eficazes de acesso à informação:
Com o surgimento do fenómeno da Web 2.0, a informação partilhada no ciberespaço cresceu de forma incrível. A possibilidade de encontrar informação específica sobre um tema tornou-se uma realidade, criando a necessidade de refinar processos de pesquisa e acesso a informação. Devido à sua crescente adopção por milhões de utilizadores em todos o Mundo, o Twitter tornou-se numa plataforma de publicação de informação por excelência.
A existência de pessoas, profissionais, empresas, serviços e canais de media a nutrirem o mais variado tipo de informação, permite que cada utilizador possa encontrar e filtrar a informação que pretende. As próprias funcionalidades do Twitter  ajudam esse processo de acesso e filtragem de informação, seja por hashtags (facilitando a pesquisa por termos específicos), seja através de lists (permitindo criar sub-canais de utilizadores por temas) e até a possibilidade "Who to follow" (onde são recomendados utilizadores com interesses próximos aos nossos). A própria evolução do  Twitter tem vindo a refinar estes processos de acesso personalizado de informação. É por isso que é uma ferramenta tão importante para aprendizagem, seja formal ou informal.
Como exemplo desta vantagem, partilho a seguinte apresentação, criada por MinXuan Lee, onde é reforçada a importância do Twitter como ferramenta por excelência de acesso a informação:


14 outubro, 2011

A importância das Listas do Twitter para gestão de informação...e alguns Gurus do eLearning!

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Na sequência das actividades da disciplina Ambientes Virtuais de Aprendizagem, foi proposta criação de uma rede de aprendizagem constituída por utilizadores do Twitter. Essa rede de contactos deveria ser estruturada através de uma lista (list), funcionalidade muito útil para gestão da informação existente no Twitter.
Com este desafio em mente, tomei a iniciativa de ir pouco mais além do que simplesmente criar uma lista. Decidi que, para além de criar uma lista pessoal de "gurus" do elearning, ia criar uma vídeo onde explicava aos colegas a importância das listas para a gestão da informação (mais uma vez relembro-me da analogia de Tom Barret, que compara o Twitter a um rio), a qual tinha realçada por eles como um dos principais desafios na utilização do Twitter.
O seguinte vídeo é o resultado dessa ideia:


Como poderão ter observado, a listas no Twitter são, de facto, uma importante ajuda, desde que devidamente organizadas e geridas por outros serviços, tais como o HootSuite


Tendo anteriormente criado listas de utilizadores relacionados com vários temas (http://twitter.com/#!/hugodom/lists), foi complicado criar uma nova lista de profissionais relacionados com o eLearning:

09 outubro, 2011

Olhó o Passarinho….Azul de 140 caracteres?

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Sempre fui um curioso por novas tecnologias. Não porque queira experimentar tudo por lazer, mas porque gosto de descobrir a ferramenta certa para determinados trabalhos e projectos que tenho em mente.
Numa altura que os blogues ainda eram as principais plataformas de partilha de informação, (antes do boom das redes sociais) a única forma de compilar e gerir diferentes fontes de informação era a utilização de um agregador de feeds RSS. Utilizei vários para seguir os meus blogues favoritos e foi através da consulta diária dessas notícias, que fui surpreendido por um nome muito estranho que dominava a blogosfera: Twitter…

Twitter? O que é isso? Um serviço de Micro-blogging em que se pode apenas escrever 140 caracteres de cada vez? Hummm….estranho! Que passarinho azul raro é este? 



Vesti o meu colete de David Attenbrorogh e decidi investigar esta ave rara que cativava a atenção de toda a blogosfera. Comecei por consultar e compilar vários artigos sobre esta espécie rara através do Diigo, onde criei uma lista de hyperlinks específica ao Twitter: http://www.diigo.com/list/hugodomingos/twitter 


Desses primeiros artigos, um cativou a minha atenção:
"Twitter – A Teaching and Learning Tool" (http://tbarrett.edublogs.org/2008/03/29/twitter-a-teaching-and-learning-tool/). Recomendo a leitura deste artigo de Tom Barret (@tombarrett) a todos os iniciados e curiosos pelo Twitter. A forma como explica o funcionamento deste serviço e as suas potencialidades para a Educação, tornam-o uma referência sobre o tema.


E assim comecei a compreender a anatomia do passarinho azul: Uma plataforma de micro-blogging que permite a interacção directa com outros utilizadores. Basicamente, é um serviço de publicação de informação (à semelhança de um blogue) só que limitado a 140 caracteres. 
Mas o que se pode fazer com 140 caracteres? Parece ser bastante redutor, mas na verdade, até tem muitas vantagens: permite sermos directos e concisos nas mensagens que enviamos (tweets), publicar blogposts e outros recursos disponíveis na web (youtube, slideshare, etc…), re-divulgar links de outros users (retweet) e comentar mensagens de outros utilizadores (através de reply). Mas o mais interessante é que seguimos pessoas reais e não só blogs. Há um carácter pessoal na forma como as pessoas publicavam mensagens, que diferencia este serviço de outros, nomeadamente dos blogs.