08 março, 2012

Empresas eLearning em Portugal

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Sendo a formação uma área fundamental para o desenvolvimento do capital humano em qualquer organização, esta actividade transformou-se num negócio que cativa cada vez mais interesse por empresas da especialidade. O eLearning, como modalidade de ensino e formação emergente, tem vindo a ser um veículo impulsionador para novos serviços e produtos, por parte de empresas de formação e gestão de recursos humanos. Para além destas empresas que alargaram os seus serviços ao eLearning, também têm surgido empresas dedicadas exclusivamente à implementação e consultoria de soluções eLearning.
Em Portugal, tal como a restante Europa, esta tendência também tem sido visível. O eLearning tornou-se uma vertente de negócios para empresas internacionais que criaram sede no nosso país, assim como novas empresas portuguesas que tentam captar clientes através do seu know-how.


No relatório "Investigation of the e-learning development in Europe", já se previa este crescimento:
"The forecast for the Western European countries elearning market from 2002 to 2007 is expected (IDC) to grow from $557 million in 2002 to $2.1 billion in 2007 at a fiveyear compound annual growth rate (CAGR) of 31%".
"Content remains the largest segment of  the elearning market over the period, 
growing from $358 million in 2003 to $994 million in 2007"




Este post tem como objectivo único apresentar uma lista de empresas que oferecem serviços eLearning em Portugal e com sede em Portugal. Não se pretende que seja um estudo sobre o actual estado do eLearning em Portugal, embora seja um tema de enorme interesse para os vários agentes que trabalham na área. 


Algumas notas prévias do autor:
- Apenas são apresentadas empresas que oferecem diversos serviços relacionados com o eLearning (e não apenas a disponibilização de cursos online), tendo sido excluídas associações, centros de formação, universidades e outras instituições de ensino.  
- Não foram inseridos os logos das empresas referenciadas, por serem propriedade das próprias, evitando assim possíveis conflitos com a sua utilização indevida.
- Esta lista resulta de uma pesquisa, rigorosa e justa quanto possível, sendo passível de alterações e recomendações de quem queira contribuir. 


Empresas eLearning com actividade activa em Portugal (2012):

17 dezembro, 2011

Aplicações para Mobile Learning: Algumas experiências...

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O Mobile Learning é um dos temas que mais tenho estudado e seguido nos últimos tempos. A mobilidade e o acesso à informação que os dispositivos móveis permitem, tem despertado o meu interesse em explorar esta modalidade de ensino num futuro próximo. Este interesse já foi, inclusive, bem representado num artigo que publiquei intitulado As universidades portuguesas devem implementar estratégias de mobile learning. Porquê e como!
Mas recentemente tive a oportunidade de ser aluno num módulo de aprendizagem sobre Mobile Learning. Foi uma experiência muito enriquecedora, pois finalmente fui confrontado com actividades educativas desenvolvidas para dispositivos móveis, nomeadamente smartphones (tenho um Optimus Boston com Android). Resultado desta experiência de aprendizagem, ganhei um ideia mais concreta sobre aplicações e necessidades específicas que esta modalidade de ensino exige. De seguida, apresento algumas aplicações que utilizei acompanhadas com algumas reflexões pessoais.

MLE-Moodle
htttp://mle.sourceforge.net/
Como os LMS (ainda) são os centros onde se desenvolvem as principais actividades educativas online, sendo o Moodle uma forte referência mundial, é natural que exista o interesse em disponibilizar o seu acesso para dispositivos móveis. Uma das soluções que tive a oportunidade de usar foi o Mobile Learning Engine Moodle.
O MLE-Moodle é um plug-in fácil de se instalar, mas que infelizmente não funciona para o Moodle 2.0. Apesar desta limitação, o plug-in funciona muito bem e permite o acesso a uma plataforma Moodle através do browser de um smartphone ou através de uma app (existem versões específicas para diferentes modelos e marcas). Infelizmente não existia uma app disponível para o meu Optimus Boston e por isso não tive a possibilidade de testar a navegação via app.
Interface App

Interface Mobile browser













Mais screenshots disponíveis no site.


O acesso através do browser (recomendo a utilização do Opera-Mini) permite uma navegação tranquila (quem utiliza o Moodle, consegue facilmente reconhecer a estrutura dos cursos e actividades). Todas as actividades e recursos estão disponíveis na versão mobile, o que é uma mais-valia.
No entanto, os fóruns desiludem um pouco! Os posts não estão encadeados e é difícil reconhecer como a discussão se desenrola (quem responde a quem). Não há um editor de texto e o campo para inserir texto é minúsculo, o que dificulta a leitura do texto quando estamos a escrever. Por fim, os ícones ainda são muito "retro" e mereciam um design mais actual.
Apesar destes downsides, a experiência de utilização é positiva e recomendo a sua instalação.

MoBlog
http://moblog.net/home/
Acho o MoBlog um serviço interessante para mobile blogging: permite upload de fotos, áudio e vídeo, os posts em texto são fáceis de editar (a caixa de texto é bem maior que o mle-moodle) e é fácil consultar os comentários de outros utilizadores.
Apesar de ser um serviço interessante, o MoBlog é altamente instável! Muitas vezes fui confrontado com erros de servidor e serviço offline, o que me frustrou bastante, não me dando a confiança necessária na sua utilização para actividades que pretenda desenvolver no futuro. Se sentir que estes problemas serão resolvidos, então mudo de ideias, porque o conceito até é bastante interessante.
Tutorial sobre Moblog:


A utilização de portfolios mobile é uma das vertentes que pretendo explorar, pois permitem aos alunos terem os seus espaços pessoais onde registam o seu processo de aprendizagem, através de posts em texto ou através de micro-recursos áudio e vídeo.
Aliás, descobri recentemente um website muito interessante sobre mobile portfolios, da autoria da Helen Barrett (@eportfolios), que traduz muito bem as possibilidades educativas destes tipo de espaços de partilha de experiências de aprendizagem:

03 dezembro, 2011

QR codes e Mobile Learning: Uma combinação possível?

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Com o surgimento de novos dispositivos móveis multi funcionais (smartphones e tablets), têm surgido novas formas de acesso e partilha de informação. Os QR (Quick Response) codes são um exemplo, com relativo impacto, destas novas formas de acesso a conteúdos Web, a partir de objectos reais.


Embora tenham sido desenvolvidos nos anos 90, por uma empresa pertencente ao Grupo Toyota - Denso Wave- para acompanhar veículos durante o processo de montagem em fábrica, a sua capacidade de alojamento de informação e a sua rápida leitura desencadeou um interesse crescente nos últimos anos.
Numa era em que a mobilidade dos cidadãos invoca uma crescente necessidade de acesso rápido e personalizado à informação na Web, os QR codes têm sido adoptados como um novo método de divulgação de informação acessível através de dispositivos móveis com câmaras digitais e ligação a redes de banda larga. Por permitirem o acesso rápido e no local a conteúdo online, os QR codes tem sido utilizados como ferramentas de marketing inovador.
Como exemplo das possibilidades que os QR codes oferecem como instrumentos de marketing empresarial ou pessoal, aconselho a visualização do seguinte vídeo:





De facto, a utilização do QRcode para marketing tem sido um fenómeno recente, mas exponencial, muito associado à crescente adopção de dispositivos móveis por parte da população mundial. O seguinte blogpost revela algumas das mais engenhosas campanhas de marketing, utilizando QR codes:
50–COUNT ‘EM, 50!–CREATIVE USES OF QR CODES

Os QR codes são um exemplo claríssimo das novas formas de comunicação que têm vindo a surgir com a revolução mobile que temos presenciado nos últimos anos (ler "A revolução mobile chegou - Estamos prontos para ela?). Mas o meu interesse em QR codes está mais direccionado na sua utilização como artefacto de apoio à aprendizagem, nomeadamente em contextos de mobile-learning. 


05 novembro, 2011

Os primeiros passos em e-Research!

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Iniciei recentemente num dos maiores desafios académicos que fui alguma vez confrontado: aprender a realizar Investigação em contexto online (e-Research). Nunca realizei investigação "à séria" (apenas produzi alguns artigos como estudo) e por isso sinto-me um pouco nervoso, pois não tenho sólidos conceitos e metodologias sobre esta matéria. Mas como gosto de desafios e quero desenvolver competências nesta área, pois pretendo realizar investigação no futuro, em paralelo com a produção de conteúdos (a minha zona de conforto), acredito que a disciplina Metodologia de Investigação em Contexto Online, administrada pela Prof.ª Dr.ª Alda Pereira, será uma experiência de aprendizagem muito enriquecedora.


Com o início da disciplina, fui confrontado com o processo de investigação.
Que etapas envolvem este processo, que métodos a utilizar e como analisar criticamente relatórios de investigação?
Antes de responder a estas questões, tive que ganhar uma noção mais consistente sobre o que realmente é a Investigação em contexto online. Ao estudar a bibliografia recomendada, desenvolvi a seguinte ideia:
A investigação e um estudo detalhado de um caso com intuito de descobrir nova informação ou alcançar uma compreensão sobre o mesmo. A função da investigação "não é necessariamente mapear e conquistar o mundo, mas sim sofisticar a sua contemplação". (Stake, p.58)
Os diversos modelos de investigação podem dividir-se, de um modo geral, em investigação qualitativa, quantitativa e mista; o primeiro paradigma baseia-se na recolha de dados qualitativos, ou seja, rico em pormenores descritivos relativos a locais, pessoas e conversas, sendo os seus resultados apresentados sob a forma de relatório narrativo com descrições contextuais. O segundo paradigma baseia-se na recolha de dados quantitativos (ex: questionários de resposta fechada), sendo as suas conclusões normalmente apresentadas sob a forma de relatórios estatísticos. Quanto à investigação mista, envolve ambos os paradigmas, qualitativo e quantitativo, e pode ser mais ou menos influenciada por cada um deles.
Mas o que define a qualidade de uma investigação? Embora existam diferenças entre a investigação qualitativa e a quantitativa, a qualidade é um denominador comum. Existem características importantes a considerar (Anderson, Kanuka, p.3):
  • A investigação deve ser relevante, pois relata problemas de interesse para o investigador, a comunidade e outros públicos interessados.
  • É focada em encontrar soluções para um problema , mas acaba por despertar novas discussões e pesquisas.
  • É sistémica e devidamente estruturada.
  • É transparente permitindo aos leitores uma clara compreensão do caso.
  • Deve ser disponibilizada ao público para que possa ser um artefacto de estudo para outros.
Mas como desenvolver investigação de qualidade em contexto online? Sendo a Internet um medium tão importante para disseminação de informação, é óbvio que há uma mudança na forma como a investigação se desenvolve. Um investigador "necessita de adquirir uma atitude crítica perante ferramentas tecnológicas e a vontade de observar o mundo através de novas lentes tecnológicas e comunicacionais." (Anderson, Kanuka, p.1).