16 maio, 2011

Cibercultura do Séc.XXI - Uma reflexão...

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A conceptualização de Cibercultura, descrita no livro "Cibercultura" de P.Lévy, é um manifesto, ele próprio um artefacto cultural, que "retrata as implicações culturais do desenvolvimento das tecnologias da informação e da comunicação de suporte digital". O ênfase centra-se na atitude geral da civilização moderna face ao progresso dessas tecnologias, a virtualização/digitalização da informação e na sua influência sobre os aspectos sociais e culturais da civilização.
Ao retratar a Cibercultura como um "conjunto das técnicas (materiais e intelectuais), as práticas, as atitudes, as maneiras de pensar e os valores que se desenvolvem conjuntamente com o crescimento do ciberespaço" (p.17), Lévy reforça a distinção deste novo paradigma cultural altamente influenciado pela Internet (meio tecnológico), pela digitalização da informação (novos formatos de partilha de informação) e na forma como as pessoas se apropriaram desses artefactos para desenvolverem novas formas de interacção e expressão individual, seja de forma criativa, informativa, pedagógica ou lúdica. 
Todas as facetas da cultura moderna ou foram transformadas ou adaptadas por esta revolução tecnológica. Mas mais relevante foi o surgimento de novas formas de expressão cultural que nunca antes teriam sido possíveis, ou manifestadas com tanta intensidade como agora. A cibercultura é uma nova “ecologia do conhecimento”, onde a virtualização funciona como uma extensão do potencial humano. O virtual não substitui o real, complementa-o, dando-lhe uma nova dimensão que se traduz na possibilidade de conseguir interligar todas as pessoas de forma multidireccional (comunicação de todos para todos), cujo único mediador é o computador. O computador cujo "centro está em toda a parte e cuja circunferência não existe, um computador hipertextual, vivo, pululante, inacabado: o próprio ciberespaço". (p.47)

11 abril, 2011

A Revolução Mobile chegou! Estamos prontos para ela?

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No passado dia 1 de Abril, tive o enorme prazer de ser convidado como orador no VII Seminário e-learning da TecMinho, no qual tive a possibilidade de apresentar as minhas ideias e visão sobre as possibilidades do mobile learning para o Ensino e Formação Profissional.
Sendo o mobile learning uma das modalidades de ensino que mais atenção tem cativado por parte das instituições de ensino e empresas, decidi converter a minha apresentação num desafio à plateia, daí o título da minha apresentação ser: A Revolução Mobile chegou! Estamos prontos para ela?

A minha principal preocupação foi a utilização de fontes seguras de informação que me permitissem argumentar sobre a existência de uma revolução tecnológica em curso e que as vantagens na implementação de estratégias de mobile learning são reais, existindo estudos e projectos que comprovam isso mesmo.
Como exemplos, referencio 3 projectos que a empresa Avanzo - eLearning solutions (onde desempenho funções de Instructional Designer) onde forma produzidos conteúdos para formação corporativa, já compatíveis com os novos dispositivos móveis.


O seminário permitiu uma discussão muito interessante sobre o elearning e é de louvar iniciativas como esta. Ainda tive a oportunidade de ser entrevistado no final do seminário, onde pude partilhar a minha opinião sobre o seminário (Especial obrigado ao António Cunha). Update - Vídeo Youtbe




Por fim, gostaria de agradecer à Ana Silva DiasCoordenadora do Centro de eLearning da TecMinho/Universidade do Minho, pelo convite e faço votos de um futuro seguro e de sucesso à TecMinho.

27 março, 2011

As universidades portuguesas devem implementar estratégias de mobile learning. Porquê e como! (Artigo + Podcast)

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Na sequência na minha Reflexão sobre o Ensino a Distância para 2011, tenho analisado as possibilidades educativas que o mobile learning pode trazer ao Ensino a Distância, nomeadamente para as universidades portuguesas.

Com o intuito de provar que o mobile learning é uma modalidade de ensino a ser considerado pela universidades portuguesas, elaborei um artigo onde retrato a realidade nacional e lanço o desafio às universidades.

Nota do autor: Poderá ler o artigo ou ouvir o podcast.Ambos os recursos estão disponíveis para download e é promovida a sua disseminação.

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14 novembro, 2010

Relato sobre Ensino a Distância



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Fui recentemente convidado a prestar um relato sobre o Ensino a Distância no âmbito do Mestrado da Pedagogia do eLearning da Universidade Aberta.
Aproveitando esta oportunidade, decidi expor algumas das minhas ideias num relato em vídeo, no qual retrato e desenvolvo 3 ideias principais:
1. A minha experiência como aluno online.
2. Principais aspectos a considerar no Ensino a Distância em 2010.
3. Dois teóricos do elearning que desejo estudar.




Como resumo das ideias que apresento, gostava de reforçar o seguinte: 

1. A experiência de ser aluno de um curso em formato elearning é uma experiência valiosa para qualquer formador/professor que pretenda ensinar sobre e através desta modalidade de ensino. O papel de aluno permite-nos descobrir as ansiedades e dificuldades que os alunos sentem num curso a distância, assim como enriquece o nosso leque de competências ao interagirmos com outros professores e alunos. É claramente um experiência enriquecedora em todos os sentidos!

2. A Tecnologia que hoje se desenvolve permite que novos dispositivos e plataformas estejam a revolucionar a nossa forma de comunicar no ciber-espaço e o acesso à informação. Neste contexto, é fundamental que o Ensino a Distância abrace esta novas tecnologias permitindo assim uma maior mobilidade, flexibilidade tempo-espaço e interacção entre alunos e professores.

3. Os dispositivos móveis são um novo desafio ao Ensino a Distância pois permitem o acesso imediato a conteúdos e redes de informação,libertando o aluno da necessidade de trabalhar apenas no seu computador pessoal. Mas este é um tema que irei estudar e aprofundar num futuro próximo. Partilharei as minhas conclusões e estudo neste blog sempre que achar conveniente.

4. O Ensino a Distância vive uma mudança de paradigma centrada em conteúdos para uma centrada em redes de aprendizagem. Esta mudança (se for realmente real) necessita de ser analisada e implementada nas instituições de ensino e formação que pretendam desenvolver uma modalidade de ensino a distância. Estudar os trabalhos de Marc Rosenberg e George Siemens é uma boa opção para quem queira compreender o passado e o futuro do elearning. Muitos outros autores devem também ser considerados (obviamente).

Gostaria de ser confrontado com a opinião e crítica de outros profissionais sobre estas afirmações.
Assim como qualquer pessoa neste mundo, estou a desenvolver um percurso de aprendizagem o qual deve ser construído e acompanhado por uma crítica construtiva. Espero que tenham aprendido coisas novas comigo e desejo aprender coisas novas convosco. 

Esta é a minha principal mensagem deste relato!